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Movimento “Tiny House”

Movimento “Tiny House”

Tiny House é um movimento arquitetônico e social que defende a moradia em espaços bem menores do que estamos acostumados. Trata-se de encarar a vida de uma nova maneira, mais simples e sustentável, de modo a valorizar e priorizar o que de fato nos faz sentido. Entenda um pouco mais desse conceito no artigo escrito pelo arquiteto chileno José Thomas Franco, traduzido por Romullo Baratto e publicado pelo site https://www.archdaily.com.br. Leia:

Movimento “Tiny House”: É mais sustentável viver em menor escala?

Tiny House é um movimento social que promove a redução do espaço construído onde vivemos. A superfície média de uma casa convencional nos Estados Unidos – segundo o movimento – é de aproximadamente 240 m², enquanto que a ideia destas “casas diminutas” é atingir no máximo 50 m². Propõe-se uma grande flexibilidade no modo de vida, sempre se concentrando em espaços menores e, consequentemente, em uma vida mais simples e aberta para o espaço público.

Quanto maior é uma casa, mais cara ela é em termos construtivos, legais, de conforto, manutenção e reparos, por isso, uma grande quantidade de pessoas se juntam entorno dessa ideologia, além de gastarem muito menos, reduzem sua pegada ecológica e têm mais liberdade para se deslocarem e mudarem de cidade.

Faz sentido que cada família, de acordo com seu número de integrantes e suas necessidades, viva em um espaço de dimensões apropriadas e justas, porém, este ideal arquitetônico parece se aplicar apenas quando se pensa em habitações sociais ou abrigos temporários.

Seria esta uma alternativa para se viver de maneira sustentável? Estamos dispostos a mudar nosso estilo de vida em favor destes benefícios?

Segundo um estudo realizado pela “Tiny House”, a maioria dos americanos despende quase um terço de sua renda para pagar o aluguel ou prestação de sua casa, o que poderia ser traduzido em 15 anos de trabalho apenas para pagar esta dívida. Muitas destas casas apresentam dimensões excessivas para as reais necessidades destas famílias. Este sistema propõe uma alternativa mais econômica em todos os sentidos e que não necessariamente significa abrir mão da comodidade ou qualidade do espaço. A proposta convida a construir com base em configurações espaciais e mobiliário multifuncionais, além de incorporar avanços tecnológicos para a economia de espaço. A otimização do espaço vertical também é uma característica frequente nas minicasas.

Além de incorporar os conceitos de autossuficiência e reciclagem de materiais, o movimento sugere uma adaptação a um novo tipo de cidadãos nômades, que já não querem se fixar para o resto da vida em um só lugar, mas estão dispostos a se deslocar em busca de novas oportunidades ou melhores ambientes. Nestas situações surgem soluções como casas móveis ou outras que podem ser transportadas através de caminhões.

Isto poderia também gerar efeitos positivos no ambiente urbano: pessoas usando cada vez mais os espaços públicos, criando laços com seus vizinhos e potencializando a vida em comunidade. Isto propõe, sem dúvida, um desafio interessante para nossos arquitetos.

Se nos propusermos a projetar espaços pequenos de qualidade e suficientemente flexíveis para permitir uma vida confortável em seu interior, poderíamos ser os precursores de uma mudança de mentalidade que permita habitar de modo mais eficiente e sustentável nossas cidades?”

 

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Pedro Ivo Latini Soffiatti

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